Entende-se por obesidade quando há um acúmulo de gordura no corpo causado geralmente pelo consumo excessivo de calorias na alimentação, muito superior ao valor usado pelo organismo para a sua manutenção e para a realização das atividades do dia a dia.
Resumindo: pode-se entender que o início da obesidade se dá quando o consumo de alimentos, em termos calóricos, é maior do que o gasto energético do dia.
Ainda há de se destacar que existem várias formas para se classificar e definir a obesidade, sendo a principal delas a aferida quanto ao grau de IMC – Índice de Massa Corporal.
O IMC é uma ferramenta usada para medir a obesidade (e também a desnutrição) através da relação do peso com a altura da pessoa.
A medida de Índice de Massa Corporal é universal para a classificação de obesidade, e é validada pela Organização Mundial da Saúde.
A fórmula usada para determinar o IMC é a seguinte:
IMC = Peso / Altura2
Vamos exemplificar: Uma pessoa mede 1,80 m de altura e pesa 100 kg.
O seu IMC é igual a 100 / 1,802 = 30,86 kg/m2.
Resolução: Primeiramente pegamos a altura e multiplicamos por ela mesma – que é colocá-la ao quadrado (1,80 x 1,80 = 3,24); depois pegamos o peso e dividimos pela altura ao quadrado (100 / 3,24 = 30,86).
Sabendo o IMC, verifica-se onde está enquadrada de acordo com a tabela abaixo:
IMC (em kg/m2) Resultado
Menor do que 18,5 Abaixo do peso considerado ideal
De 18,5 a 24,9 Peso normal
De 25,0 a 29,9 Sobrepeso
De 30,0 a 34,9 Obesidade grau I
De 35,0 a 39,9 Obesidade grau II
Maior do que 40,0 Obesidade grau III
Ou seja, no nosso exemplo, essa pessoa que mede 1,80 m de altura e pesa 100 kg está com obesidade grau I.
Contudo, há de se tomar cuidado quando realiza a avaliação em um paciente individualmente, pois pode ser falho justamente por não levar em consideração a composição desse peso corporal, que pode ser composto por gordura, músculos, água e estruturas ósseas.
Por esse motivo outros pontos podem ser observados para a correta classificação e definição da obesidade, como por exemplo:
Além disso, ainda podemos classificar e definir a obesidade como sendo:
Obesidade Primária – onde fica caracterizado pelo consumo muito maior de calorias do que se gasta energicamente durante o dia; e
Obesidade secundária – quando a obesidade é resultante de algum tipo de doença.
A obesidade pode ser a responsável por uma série de doenças e complicações que incluem:
O fato é que o excesso de gordura ocasionado pela obesidade pode levar ao desenvolvimento de várias doenças, em especial aquelas associadas ao coração e a diabetes do tipo 2.
Existem vários tipos de tratamentos que podem ser adotados para combater a obesidade. O mais citado é com relação à reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos de forma regular.
Contudo, para casos de obesidade mordida e comorbidades, como diabetes e hipertensão, pode-se optar pelo tratamento através de cirurgias, as famosas cirurgias de redução de estômago, que ajudam a pessoa a sair da obesidade e a controlar o peso.
Entre elas podemos citar duas:
Vale ressaltar que a obesidade deve ser combatida, principalmente por conta do bem-estar da pessoa.
A avaliação médica é essencial para determinar o melhor tipo de tratamento a ser realizado para combater esse mal que já atinge, só no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 20 milhões de pessoas.
Especialista em Cirurgia Bariátrica, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Metabólica, tendo realizado mais de 10.000 procedimentos minimamente invasivos para o tratamento da obesidade e diabetes.
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