A cirurgia da obesidade do tipo ByPass Gástrico, também chamada de gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux” é uma técnica que combina dois mecanismos de ação para o emagrecimento e a melhora na qualidade de vida.
A cirurgia bariátrica do tipo ByPass Gástrico consiste em um procedimento restritivo, onde há uma restrição quanto a quantidade de alimentos sólidos que você pode ingerir, e também pode ser considerado como uma técnica que tende a ‘atrapalhar’ a absorção, devido ao desvio intestinal.
Atualmente sabemos que o ByPass Gástrico consiste também em uma cirurgia metabólica , devido a alterações hormonais e metabólicas que ela propiciam ao organismo.
Essa técnica foi desenvolvida nos Estados Unidos há quase 30 anos e é a mais popular do mundo.
O princípio básico do ByPass Gástrico é a redução do estômago – assim como na maioria dos procedimentos bariátricos – e na exclusão duodenal, os dois componentes-chave desse procedimento.
A cirurgia consiste na criação de uma pequena bolsa de estômago, com volume aproximado de 30 ml. Isso é possível dividindo a parte superior do estômago com o restante do órgão.
Bom, com o estômago reduzido, o ‘tamanho’ das refeições também tendem a diminuir, o que significa uma ingestão bem menor de calorias.
E como o trânsito dos alimentos até o intestino delgado também ficou menor, a absorção das calorias e dos nutrientes pelo organismo também passam a ser menor.
Outra alteração importante ocasionada pelo ByPass Gástrico é em relação aos hormônios intestinais, que passam a promover a sensação de saciedade e a reprimir a fome.
A cirurgia bariátrica do tipo ByPass Gástrico produz alterações nos hormônios intestinais que também são capazes de reverter um dos principais mecanismos pelos quais a obesidade induz pacientes a desenvolver a diabetes tipo 2. Isso é possível porque a exclusão do duodeno estimula o pâncreas a produzir a insulina. Trata-se de uma poderosa cirurgia metabólica.
Outro ponto: O hormônio da fome (grelina), que é produzido no estômago e é o responsável por mandar um sinal para o cérebro quando estamos com fome, tem a produção diminuída, em especial nos primeiros meses após a cirurgia, ou seja, a tendência é que sinta menos fome do que o habitual.
Em média, a cirurgia bariátrica do tipo ByPass Gástrico, faz o paciente perder entre 40 e 45% do seu peso inicial. E em alguns pacientes, a perda de peso pode chegar a 70%.
A média para ocorrer essa perda total de peso é de até um ano e meio após a realização do procedimento cirúrgico.
Em alguns casos mais raros, para atingir os resultados esperados, esse prazo pode se esticar até o segundo ano após a cirurgia.
Esses números, segundo os especialistas, é o suficiente para melhorar a condição clínica do paciente com obesidade de nível III, a considerada obesidade mórbida.
Algumas complicações, como em qualquer cirurgia, podem ocorrer.
Os riscos existem, porém a incidência é muito baixa, quase próximo de zero.
Dentre as principais complicações podemos citar:
A mudança de hábitos é fundamental para um bom resultado a longo prazo. É de extrema importância não deixar-se influenciar e cair em armadilhas.
O sedentarismo, a ingesta de álcool e doces são prejudiciais para a boa perda e manutenção do peso.
Os resultados dependem de você querer mudar de vida.
A cirurgia é um instrumento para que isso ocorra. Cirurgia não é a cura da obesidade, mas sim, um excelente tratamento
Especialista em Cirurgia Bariátrica, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Metabólica, tendo realizado mais de 10.000 procedimentos minimamente invasivos para o tratamento da obesidade e diabetes.
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